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O que é CIAP e quais as divisões da tabela

Segundo portais governamentais, o CIAP é uma classificação utilizada na Atenção Primária à Saúde que organiza as informações com foco nas pessoas, e não apenas nas doenças.

Na prática, o CIAP acompanha toda a jornada do paciente, reunindo relato, observações clínicas, avaliação e plano de cuidado em uma lógica estruturada. Dessa forma, facilita o acompanhamento longitudinal e permite uma visão mais clara da evolução do paciente ao longo do tempo.

Esse modelo também contribui para um atendimento mais humanizado, ao considerar o contexto e os motivos da consulta. Com ele, o cuidado deixa de ser centrado apenas no diagnóstico e passa a valorizar a experiência do paciente.

Neste artigo, você vai entender o que é CIAP, como ele funciona e quais são as divisões da sua tabela. Continue a leitura e aprofunde seu conhecimento!

O que é CIAP?

O CIAP (Classificação Internacional de Atenção Primária) é um método utilizado na Atenção Primária à Saúde para registrar, de forma padronizada, os motivos de consulta, sintomas, diagnósticos e condutas ao longo do cuidado do paciente.

“O CIAP permite registrar a evolução dos problemas de saúde ao longo do tempo, mesmo na ausência de um diagnóstico definido” — Mariana Soares, médica na Ana Health.

A classificação foi desenvolvida a partir da segunda metade do século XX, com o objetivo de atender às necessidades específicas da Atenção Primária. Ela surgiu da demanda de médicos generalistas por uma classificação que organizasse não apenas diagnósticos, mas também os motivos de consulta e o cuidado ao longo do tempo.

Médico digitando em um notebook.
A tabela CIAP permite organizar diversas informações sobre o histórico do paciente.

Diferente de classificações tradicionais, seu principal objetivo é estruturar o cuidado centrado na pessoa. Isso inclui registrar sintomas, queixas, intervenções e o contexto do paciente, permitindo uma visão mais completa e integrada da prática clínica.

Ao longo dos anos, o CIAP passou por atualizações para acompanhar as mudanças na prática assistencial. Em 2022, foi lançada a terceira versão (CIAP-3), trazendo avanços importantes para ampliar a capacidade de registro e análise dos dados na Atenção Primária.

Entre as principais mudanças da atualização mais recente, destacam-se:

  • Maior detalhamento (granularidade) em códigos relacionados a ações preventivas;
  • Criação de um capítulo específico para atividades como check-ups, promoção da saúde e planejamento familiar;
  • Inclusão de códigos relacionados à funcionalidade, como mobilidade, sono e sexualidade;
  • Consideração de fatores sociais e estruturais, como acesso à água potável e saneamento;
  • Ampliação do padrão de códigos, passando de uma letra e dois números para duas letras e dois números;
  • Reorganização de capítulos, incluindo a unificação de áreas relacionadas à saúde genital.

Na prática, essas evoluções tornam o CIAP ainda mais alinhado à realidade da Atenção Primária. Ele permite registros mais completos, melhora a análise dos dados e fortalece a tomada de decisão clínica com base na trajetória do paciente.

CIAP é obrigatório?

Não, o CIAP não é obrigatório de forma universal, mas seu uso é recomendado na Atenção Primária à Saúde, especialmente no contexto do SUS, para padronizar os registros clínicos e qualificar o cuidado.

No Brasil, o CIAP é amplamente utilizado em sistemas como o e-SUS Atenção Primária, onde contribui para a organização das informações e para o acompanhamento longitudinal dos pacientes. 

Embora não seja exigido em todos os serviços, ele faz parte das boas práticas recomendadas pelo Ministério da Saúde.

Na prática, adotar o CIAP melhora a qualidade dos registros, facilita a comunicação entre profissionais e fortalece a continuidade do cuidado. Por isso, mesmo quando não é obrigatório, seu uso tende a ser incentivado em clínicas e serviços que buscam maior eficiência e organização assistencial.

Quais são as partes da tabela do CIAP?

A tabela do CIAP é dividida em diferentes partes que organizam os registros clínicos na Atenção Primária à Saúde. Cada uma dessas seções representa um grupo de condições, sintomas ou contextos, facilitando a padronização e a análise das informações ao longo do cuidado.

A seguir, você confere cada uma das divisões do CIAP e como elas se aplicam na prática clínica. Para consultar códigos específicos e explorar a classificação completa, também é possível utilizar o sistema oficial.

Nos próximos tópicos, você confere cada parte da tabela do CIAP de forma detalhada para apoiar seu uso no dia a dia.

Procedimentos

A seção de Procedimentos no CIAP reúne os códigos relacionados às ações realizadas pelos profissionais de saúde durante o atendimento.

Entre os exemplos mais comuns desta categoria, estão solicitações de exames laboratoriais, realização de curativos, administração de medicamentos, encaminhamentos para especialistas e orientações preventivas ou educativas ao paciente.

Diferente de categorias voltadas a sintomas ou diagnósticos, aqui o foco está no que foi feito na prática clínica. Esses registros ajudam a documentar a assistência prestada e contribuem para a continuidade e avaliação do cuidado.

Geral e inespecífico

A categoria Geral e inespecífico no CIAP reúne códigos utilizados quando os sinais, sintomas ou condições não estão associados a um sistema específico do corpo. Ela é bastante comum na Atenção Primária, especialmente em atendimentos iniciais, quando ainda não há um diagnóstico definido.

Essa seção permite registrar queixas amplas e inespecíficas, mantendo a organização do prontuário mesmo diante de incertezas clínica, o que ajuda a acompanhar a evolução do paciente até que haja maior clareza sobre o quadro.

Como exemplos frequentes estão febre sem causa definida, mal-estar geral, fraqueza, cansaço, dor generalizada e reações inespecíficas a medicamentos. Também podem ser incluídos aqui atendimentos administrativos ou avaliações gerais de saúde.

Na prática, essa categoria garante que nenhum atendimento fique sem registro adequado. Além disso, contribui para o acompanhamento longitudinal, permitindo que sintomas inicialmente inespecíficos sejam reavaliados e melhor compreendidos ao longo do tempo.

Sangue, sistema hematopoiético, linfático e baço

Essa categoria do CIAP reúne os códigos relacionados a condições que envolvem o sangue, a produção de células sanguíneas, o sistema linfático e o baço. Ela abrange tanto sintomas quanto diagnósticos e acompanhamentos ligados a essas estruturas.

Profissional da saúde se preparando para tirar sangue de paciente mulher.
A categoria de sangue, sistema hematopoiético, linfático e baço centraliza CIAPs referentes a esses sistemas.

Na Atenção Primária, é comum utilizar essa seção para registrar alterações identificadas em exames ou manifestações clínicas que ainda estão em investigação.

Entre os exemplos mais frequentes estão anemia, linfonodos aumentados (ínguas), distúrbios de coagulação, alterações em exames de sangue, suspeitas de infecções sistêmicas e aumento do baço (esplenomegalia).

Digestivo

Esta categoria reúne os códigos relacionados ao sistema gastrointestinal, incluindo sintomas, queixas e diagnósticos que envolvem órgãos como estômago, intestinos, fígado e vesícula biliar.

Ela é amplamente utilizada na Atenção Primária para registrar desde manifestações iniciais até condições já estabelecidas. 

Os exemplos mais comuns são dor abdominal, azia, náuseas, vômitos, diarreia, constipação, gastrite e doenças hepáticas. Também entram nessa categoria alterações identificadas em exames e queixas inespecíficas do trato digestivo.

Olho

No CIAP, a categoria Olho reúne registros relacionados a alterações na visão e em estruturas oculares. Ela contempla tanto sintomas iniciais quanto condições já identificadas no cuidado em saúde.

Seu uso é frequente na Atenção Primária, especialmente em atendimentos que envolvem queixas visuais ou sinais clínicos observados durante a avaliação.

Entre os exemplos estão olho vermelho, dor ocular, lacrimejamento, secreção, visão borrada, conjuntivite, blefarite e terçol (hordéolo). Também inclui códigos ligados à avaliação da acuidade visual e outros exames oftalmológicos.

Ouvido

Já a categoria Ouvido, na tabela CIAP, reúne os códigos relacionados a sintomas, sinais e condições que afetam o ouvido e a audição. Ela abrange desde queixas iniciais até diagnósticos mais específicos identificados no atendimento.

Na Atenção Primária, é especialmente utilizada em casos que envolvem dor, alterações auditivas ou infecções do ouvido.

Como exemplos, é possível mencionar dor de ouvido (otalgia), perda auditiva, zumbido, sensação de ouvido tampado, otite externa, otite média e presença de secreção. Também inclui CIAPs relacionados à avaliação da audição e inspeção do canal auditivo.

Circulatório

A categoria Circulatório concentra os registros ligados ao sistema cardiovascular, incluindo coração e vasos sanguíneos. Ela é essencial para organizar atendimentos relacionados a pressão arterial, circulação e saúde cardíaca.

Na rotina clínica, aparece com frequência tanto em acompanhamentos crônicos quanto em queixas pontuais. Isso inclui desde alterações detectadas em consulta até condições já diagnosticadas e em monitoramento contínuo.

Alguns exemplos dessa categoria são hipertensão arterial, dor no peito, palpitações, insuficiência cardíaca, varizes, edema em membros inferiores e alterações de pulso. Também entram aqui registros de acompanhamento de fatores de risco cardiovasculares e avaliações clínicas relacionadas ao sistema circulatório.

Músculo-esquelético

A categoria Músculo-esquelético no CIAP abrange queixas e condições relacionadas a músculos, ossos, articulações e estruturas de suporte do corpo. Ela é uma das mais utilizadas na Atenção Primária, especialmente por envolver dores e limitações funcionais comuns no dia a dia.

Esse grupo permite registrar desde desconfortos agudos até problemas crônicos que impactam mobilidade e qualidade de vida. Também é útil para acompanhar evolução de lesões e respostas ao tratamento ao longo do tempo.

Entre os exemplos estão dor lombar, dor cervical, dor articular, entorses, tendinites, bursites, artrite, artrose e lesões por esforço repetitivo. Inclui, ainda, CIAPs relacionados a limitações de movimento e queixas musculares inespecíficas.

Neurológico

Esta repartição do CIAP reúne registros associados ao sistema nervoso, envolvendo cérebro, medula espinhal e nervos periféricos. Ela contempla desde sintomas transitórios até doenças neurológicas já estabelecidas.

Esse grupo é importante para organizar queixas que afetam funções como sensibilidade, movimento, consciência e cognição, bastante comuns na Atenção Primária.

Mulher sentada na cama, com as mãos na cabeça e expressão de dor.
Dores de cabeça se encaixam na categoria neurológica da CIAP.

Os principais exemplos são dor de cabeça (cefaleia), tontura, formigamento (parestesia), convulsões, tremores, déficit de memória, enxaqueca e suspeitas de acidente vascular cerebral (AVC). Também contempla CIAPs relacionados a distúrbios neurológicos crônicos e avaliações neurológicas iniciais.

Psicológico

A categoria Psicológico reúne os registros ligados à saúde mental e ao comportamento. Ela contempla desde queixas subjetivas até transtornos já identificados, permitindo acompanhar o paciente de forma contínua nesse aspecto do cuidado.

Entre os exemplos estão ansiedade, tristeza persistente, insônia, estresse, alterações de humor, depressão, crises de pânico e queixas relacionadas ao uso de substâncias. Além disso, inclui CIAPs voltados à escuta, orientação e acompanhamento em saúde mental.

Respiratório

Esta seção contempla registros relacionados às vias aéreas e aos pulmões, reunindo desde sintomas iniciais até doenças já diagnosticadas.

Ela aparece com frequência em atendimentos por queixas agudas, como infecções, mas também em acompanhamentos de condições crônicas.

Entre os exemplos estão tosse, falta de ar (dispneia), coriza, dor ao respirar, bronquite, asma, pneumonia e rinite alérgica. Por fim, contempla CIAPs ligados à avaliação da função respiratória e ao monitoramento de doenças pulmonares.

Pele

Na tabela CIAP, a categoria Pele organiza os registros ligados a alterações cutâneas, incluindo manifestações visíveis, sintomas relatados e condições dermatológicas acompanhadas na Atenção Primária.

Esse grupo costuma aparecer em atendimentos por lesões, irritações ou mudanças na aparência da pele, muitas vezes sendo o primeiro sinal de outras condições clínicas.

Entram aqui situações como manchas, coceira (prurido), erupções, feridas, acne, dermatites, infecções de pele e micoses. Também abrange registros de avaliação de lesões suspeitas e acompanhamento de condições dermatológicas ao longo do tempo.

Endócrino, metabólico e nutricional

Esta repartição reúne condições relacionadas ao funcionamento hormonal, ao metabolismo e ao estado nutricional do paciente. Ela conecta alterações bioquímicas, hábitos de vida e impactos clínicos que frequentemente exigem acompanhamento contínuo.

É especialmente presente no manejo de doenças crônicas, onde pequenas variações já demandam ajustes no cuidado. Também ajuda a registrar fatores de risco e desequilíbrios que nem sempre aparecem como sintomas imediatos.

Fazem parte desse grupo registros como diabetes, obesidade, desnutrição, distúrbios da tireoide, alterações de colesterol, síndrome metabólica e deficiência de vitaminas. Também entram queixas como ganho ou perda de peso sem causa aparente e alterações metabólicas identificadas em exames.

Urinário

Na classificação do CIAP, o grupo Urinário concentra registros ligados ao trato urinário, incluindo rins, ureteres, bexiga e uretra. Ele ajuda a organizar desde queixas comuns até condições que exigem investigação mais detalhada.

É uma categoria bastante presente no dia a dia clínico, principalmente em atendimentos por desconfortos ao urinar ou alterações percebidas pelo próprio paciente.

Aqui entram situações como dor ao urinar (disúria), aumento da frequência urinária, urgência, incontinência, presença de sangue na urina (hematúria), infecção urinária e cálculos renais. Também abrange achados laboratoriais e acompanhamentos relacionados à função renal.

Gravidez, parto e planejamento familiar

Essa categoria reúne registros relacionados ao cuidado da saúde reprodutiva, desde o acompanhamento da gestação até orientações sobre planejamento familiar. Ela integra aspectos preventivos, assistenciais e educativos no contexto da Atenção Primária.

É amplamente utilizada no pré-natal e no puerpério, além de consultas voltadas à escolha de métodos contraceptivos e ao aconselhamento reprodutivo.

Inclui situações como acompanhamento de gravidez, queixas comuns da gestação (como náuseas e dor lombar), monitoramento do desenvolvimento fetal, orientações sobre parto, puerpério e amamentação. Também abrange registros de uso e prescrição de métodos contraceptivos, fertilidade e planejamento familiar.

Genital feminino

No CIAP, a categoria Genital feminino concentra registros relacionados ao sistema reprodutor feminino, abrangendo tanto queixas comuns quanto condições que exigem acompanhamento ao longo do tempo.

Ela aparece com frequência em consultas voltadas à saúde ginecológica, incluindo sintomas, alterações percebidas pela paciente e achados clínicos identificados na avaliação.

Entre os registros estão corrimento vaginal, dor pélvica, irregularidades menstruais, cólicas intensas, candidíase, infecções sexualmente transmissíveis, miomas e alterações no colo do útero. Também inclui acompanhamentos preventivos, como exames ginecológicos de rotina e rastreamento de câncer.

Genital masculino

Na estrutura da tabela CIAP, a categoria Genital masculino reúne registros relacionados ao sistema reprodutor masculino, contemplando desde sintomas iniciais até condições acompanhadas ao longo do cuidado.

É frequentemente utilizada em consultas que envolvem queixas urológicas ou questões de saúde sexual, tanto em atendimentos pontuais quanto em seguimentos clínicos.

Entre os registros estão dor testicular, secreção uretral, dificuldade para urinar, disfunção erétil, infertilidade, fimose, prostatite e infecções sexualmente transmissíveis. Além disso, abrange avaliações preventivas, como exames da próstata e orientações em saúde do homem.

Problemas sociais

Por fim, a seção Problemas sociais amplia o olhar clínico ao incluir fatores que vão além do aspecto biológico. Ela reúne registros relacionados a condições sociais que impactam diretamente a saúde e o cuidado do paciente.

Esse grupo é especialmente relevante na Atenção Primária, onde o contexto de vida influencia no diagnóstico, adesão ao tratamento e desfechos clínicos.

Entram aqui situações como dificuldades financeiras, desemprego, violência doméstica, isolamento social, problemas familiares, falta de acesso a serviços básicos e vulnerabilidade social. Contempla, ainda, registros de encaminhamentos e ações de suporte social dentro da rede de cuidado.

Qual a diferença entre CIAP e CID?

A principal diferença entre CIAP e CID é que o CIAP é utilizado para registrar motivos de consulta, sintomas e problemas de saúde ao longo do cuidado, enquanto o CID classifica doenças e diagnósticos já definidos.

Médico mexendo no mouse do notebook com uma mão.
CID e CIAP são classificações comuns na rotina de profissionais da saúde.

Segundo a médica Mariana Soares, da Ana Health, o CIAP permite acompanhar o paciente desde o primeiro contato, mesmo quando ainda não há um diagnóstico fechado. Isso o torna especialmente útil na Atenção Primária, onde muitas demandas começam com queixas inespecíficas.

Já o CID (Classificação Internacional de Doenças) tem foco na padronização de diagnósticos estabelecidos. Ele é amplamente utilizado em hospitais, faturamento, estudos epidemiológicos e na comunicação formal entre serviços de saúde.

Na prática, as duas classificações são complementares. Enquanto o CIAP organiza a jornada do paciente e suas queixas ao longo do tempo, o CID entra como uma forma de consolidar diagnósticos quando eles já estão definidos.

Quais as principais vantagens do CIAP?

As principais vantagens do CIAP estão na sua capacidade de organizar o cuidado com foco no paciente, registrando motivos de consulta, sintomas e a evolução dos problemas de saúde ao longo do tempo, mesmo sem um diagnóstico definido.

“Esse modelo está mais alinhado à prática da Atenção Primária, pois valoriza o acompanhamento longitudinal e contempla diferentes momentos do cuidado. Isso permite uma visão mais completa da jornada do paciente, indo além de registros pontuais” — Mariana Soares, médica na Ana Health.

Outro ponto importante é a ampliação da compreensão do processo de adoecimento. A classificação facilita o manejo de situações com incerteza diagnóstica, melhora a continuidade do cuidado e contribui para decisões mais coerentes e centradas na pessoa.

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